Lançamento do CD "J. Velloso e Os Cavaleiros de Jorge" em Santo Amaro Matéria no: http://www.atarde.com.br/cultura/noticia.jsf?id=1169843 Era aniversário de Maria Bethânia, “mas o presente quem ganhou fui eu”, disse um emocionado J.Velloso, na manhã desta quinta-feira, no início da coletiva de lançamento de seu segundo CD, J. Velloso e Os Cavaleiros de Jorge, que sai pela Quitanda, selo da tia Maria Bethânia, na gravadora Biscoito Fino. 
Parentesco, aliás, que Bethânia ressaltou, ao fazer deste lançamento um concorrido acontecimento em seu município natal, Santo Amaro, ladeando o sobrinho na mesa que se compôs para a entrevista e posicionando Dona Canô à sua esquerda. Mas, ao proferir as primeiras palavras, a cantora fez questão de esclarecer que puxar J. Velloso para a Quitanda não foi um ato de favorecimento: “Eu, que sou Quitanda, tô aqui apresentando; e minha mãe está reverenciando, protegendo e abençoando”, disse, sendo aplaudida em seguida. Aliás, as palmas pontuaram toda a coletiva, apinhada ela que estava de familiares e amigos do cantor. “O trabalho de J. é autoral”, seguiu Bethânia. “E é com muita confiança e prazer que a Quitanda reconhece um trabalho como esse em qualquer lugar do Brasil. Esse disco é de responsabilidade total dele e confirmado por mim e Kati (Almeida Braga, sua sócia). O fato de ele ser meu sobrinho não influencia em nada”, sentenciou a cantora. Mais aplausos. Após esse mea culpa às avessas de Bethânia, que arrematou a primeira de suas muitas falas, J. Velloso assumiu o microfone. Com aquela calma e fala mansa que lhe é peculiar, começou agradecendo a Bethânia, como o fez desde a dedicatória no CD. “Meu parâmetro musical vem a partir dela, a sua paixão, seu envolvimento, sua dedicação com a música. E eu estou superfeliz de ter sido lançado pelo selo em que estive desde o início”, disse o cantor e compositor, remetendo-se ao disco de Dona Edith do Prato, do qual participou. A partir daí, começou a falar do CD propriamente dito, que veio à reboque da sua descoberta do prazer de cantar. J. Velloso e os Cavaleiros de Jorge é cria desse seu momento, em que tirou as amarras da voz – seu primeiro show formal foi em Paris, durante o happening Lavagem de St. Madeleine, em Paris, organizada pelo também santo-amarense Robertinho Chaves – e quis compartilhá-la com todos. Daí, surgiu o projeto da temporada de shows no bar Casa da Mãe, no bairro do Rio Vermelho. E a célula deste CD, que tem uma sonoridade mais pop do que o primeiro, Aboio para um Rinoceronte, estava formada. “Eu sempre compus músicas que pudessem sobreviver no teatro e, na Casa da Mãe, tinha que fazer diferente, cantar para barzinho, com o tira-gosto passando...”, riu o moço. E essa experiência mudou a sua forma de compor. “Como se tratava de uma verdadeira festa, num bar, comecei a compor canções com uma levada mais acelerada, pra prender a atenção das pessoas“, contou ele antes, em seu material de divulgação. “E o disco foi se criando por si só”, arrematou, na coletiva. Com os Cavaleiros de Jorge, que são Luciano Bahia, Gustavo Caribé e Dailha Mendes, sob a produção “compartilhada” de Alex Mesquita e mais convidados especiais, como Jorge Vercillo, Jorge Mautner, Virgínia Rodrigues e o maestro italiano Aldo Brizzi – responsável pelo conceito do uso de programação eletrônica no disco, a partir da faixa Ipod –, J. Velloso montou o seu disco mais pop-popular-contemporâneo. “Mostrei a Bethânia o disco pronto e ela adorou. Era a confirmação que eu queria”, suspirou. Para seguir com a divulgação de seu trabalho, a vontade de J. é fazer um “lançamento itinerante”. E assim será, com previsão de shows no Acre, em Feira e lançamento em Salvador e na Reserva Imbassaí. -- Luzia Moraes Ofá Produções 55 71 8816 4560
Escrito por J.Velloso às 17h30
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J. Velloso em Teofilândia “Mara Velloso”
Pegamos o micro-ônibus com a Cavalaria Armada com Raimundo Nova (guitarra), Gustavo Caribé (baixo) e Ramon (bateria), além de nosso amigo artista plástico Ronei George e minha amazonas/produtora Luzia Moraes e fomos rumo à Teofilândia, no interior da Bahia que foi e é surpreendente em tudo! Primeiro o contato de Acácio Nunes através de Mano Gavazza, depois o convite de fazer show em Teofilândia em dois dias super especiais, Dia dos Namorados (12/06) e Dia de Santo Antônio (13/06). O nome do evento já me agradou “Festa do Padroeiro” (Santo Antônio é Padroeiro de Teofilândia) e faz da sua trezena dias de festa, com missa, quermesse e muita música. 
J. no palco de Teofilândia Na estrada paramos em Santa Bárbara (outra cidadezinha) para comer requeijão com goiabada cascão, logo após estava Serrinha (onde tem a famosa vaquejada) e em seguidos 18 km, estava ela, lindinha para nós receber TEOFILÂNDIA, o povo que andava na estrada no mais puro breu, dizia nosso então motorista Daniel, estava saindo da Zona Rural para a pracinha da cidade, a Praça Luiz Ramos que montou um “palcão” para receber o meu show “J. Velloso e seus Cavaleiros de Jorge”.
Praça tudo bem limpo e bem decorado, tudo novinho e muito arrumado, a cidade estava linda para comemorar a Festa do seu Padroeiro... A igreja toda decorada com flores e velas, estava lotada, todo rezando em frente ao andor pomposo, nele estava Santo Antônio (uma imagem linda dele, linda e grande, assim como a igreja para uma cidade de um pouco mais de 20 mil habitantes). De lá todos iam para as barraquinhas, bem arrumadas, vendendo de um tudo para angariar fundos para a Igreja, comidas, bebidas, parque de diversões. Uma festa, daquelas que parece de sonho! As atrações do palco imenso como o coração do povo teofilandense estava pronto, Mano Gavazza e Eliomar abriam a noite estrelada do sertão para comemorar o dia dos apaixonados, em seguida subiria os Cavaleiros de Jorge armados com a poesia da música para arrebentar com os corações sertanejos.
J. Velloso dedica a Noite dos Namorados para o casal mais ilustre o Prefeito Tércio Nunes e a Primeira Dama Michelle Nunes, jovens que vem trabalhando para melhorar a vida de Teofilândia e que tiveram a iniciativa de levar música popular brasileira na noite da sua maior festa, a Festa do Padroeiro.

Mano com J. Velloso
O dia seguinte foi “mara velloso” fomos para Caldas do Jorro, 40 km depois de Teofilândia e tomamos banho em uma água “vulcânica” com temperatura de 50 graus, lá o povo chama de Jorrão, pois a água é muito quente e encontramos uma linda exposição com grandes personalidades do nordestinas, como: Lampião, Luiz Gonzaga, Ariano Suassuna, Maria Bonita e ela D. Canô (minha avó). 
J. Velloso, Ronei George, Luzia Moraes e D. Canô em Caldas do Jorro Almoçamos “bode” assado e frito em Jorrinho, onde a água é mais morninha, mas uma delícia e com efeitos terapêuticos também. Em Jorrão e Jorrinho reinam os camaleões, toda hora aparece um, em todo lugar... parecia até o Camaleão Vaidoso de J. Velloso.
 banho no Jorrão O Dia do Santo Casamenteiro foi uma grande farra, Hilda (moradora da Zona Rural de Teofilândia) foi a grande estrela da noite, dançou todos os sambas do repertório, incluindo Santo Antônio para finalizar. O grupo os Lagarteiros do Forró (Teofilândia) abrilhantaram a festa, com música de muita qualidade, no mais tradicional pé de serra, Mano e Eliomar mais uma vez arrebentaram... 
J. Velloso e Hilda
Em especial meu agradecimento às presenças ilustres de D. Dalva e do grande artista plástico de Teofilândia Raimundo Carvalho que fez um lindo quadro para minha avó Canô. 
J. Velloso, o Prefeiro Tércio Nunes e Assessor Muito obrigado ao povo de Teofilândi. Em especial a Acácio Nunes grande colaborador do evento, Mano Gavazza que idealizou os shows e a Prefeitura de Teofilândia através do Prefeito Tércio Nunes e a secretaria de Educação e Cultura com o Srº Nilson, à Luiz, Daniel e todos da Prefeitura.

Público de Teofilândia
Obrigado!!!!
Escrito por J.Velloso às 16h22
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J. Velloso e Raimundo Carvalho Amigos na ARTE e na VIDA!!!
Estive em Teofilândia (interior da Bahia) e lá conheci o grande artista plástico Raimundo Carvalho, muito em breve eu e minha produtora Luzia Moraes vamos trazer seu trabalho para Salvador. Aguardem e conheçam mais um pouco dessa grande figura das artes. Sou um louco que quer viver a vida poeticamente sugando da própria vida o que há de mais sagrado: o belo, a beleza, o poético, a poesia... Adoro os grilos, sapos, pássaros e principalmente as flores alimento-me de sua energia através de suas cores, texturas, cheiros, odores e sabores... Adoro corresponder às pulsações que me cutucam a alma. Concordo com Adélia Prado quando ela diz num dos seus maravilhosos poemas que "Erótico é Alma". 
Tela Preto e Branco de Raimundo Carvalho Adoro Cora Coralina com seus versos com cheiro de vida, cheiro de mulher que não penetra a minha alma de macho (pois macho eu não sou e não quero. As ruas estão cheias de machos, pois até um cachorro é), mas a minha alma de homem que sou e tento ser cotidianamente. Adoro Caetano, sou apaixonado por sua música, sua poesia.
Adoro Bethânia e sua voz que parece sair dum local sagrado. Louco por D. Canô e seus encantos de mulher que sabe ser e veio ao mundo pra viver a vida com carinho e com muita poesia. Com se não bastasse sou louco pela energia que emana da cantora e mulher Elba Ramalho. Como artista me inspira as obras do maior escultor de todos os tempos: Franz Kracjberg (sem palavras). Bebo deliciosamente da poesia de Patativa do Assaré, Thiago de Mello, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles e dos livros da mais louca de todas as loucas: Clarice Lispector. Não creio em Deus. Cansei-me de seguir regras que o padre, a freira, o pastor, o bispo e tanto outros me mandaram seguir. Não vi Deus em cartilhas e nem nas regras e nem doutrinas.

Escultura em argila de Raimundo Carvalho Hoje sigo a tarefa de sentir DEUS. É tarefa simples e difícil, pois não há regras. Ele está em mim mesmo e sinto pulsar nas minhas vias, nas batidas do meu coração, nos meus erros, nos meus acertos, no olhar de dos homens e mulheres, de crianças, no olhar dos animais, nos odores, nos cheiros, em todas as cores de todas as flores em toda e qualquer parte do mundo inteiro. Deus está lá. Então não preciso de regras que fazem parte da teologia do terror, do medo, do isso, do aquilo. Sinto-me mais na responsabilidade ao sentir DEUS.

Lápis sobre papel de Raimundo Carvalho (Caetano Veloso) Me despir de todas as descrições que me fizeram sobre Deus e estou tentando senti-lo nas minhas andanças, nos meus caminhos. E acima de tudo nos meus ERROS. SENTIR DEUS não é fácil. Mesmo porque você deixa muitas regras, muitos caminhos já traçados por outros que pintaram, descreveram pra você com sendo a imagem de DEUS segundo os seus interesses. Deus não tem barba, DEUS não tem sexo. DEUS não tem cor. DEUS tem sim - AMOR. E este amor não está presente nas cartilhas, nas regras, nos convencionalismos ou ditames de toda e qualquer cultura, de toda e qualquer época. DEUS é transcendente, é imanente. DEUS É DEUS! Toda fé sem amor traça caminhos pelos arredores do fanatismo. DEUS não precisa e não quer fanatismos. E não precisa de pequenas empresas (igrejas) grandes negócios. O amor independe de paredes, de rédeas, de cercas, de muros, de ditames, de doutrinas, de convencionalismos ridículos. DEUS não precisa de negociantes pra ouvir aquelas piadas com apelido de promessas. "Dê-me isso que eu lhe dou (LHE PAGO) com aquilo". Deus é acima de tudo beleza. E beleza não está (creio eu) nos ditames dos pragmatismos, das coisas úteis... DEUS está no poético, na inutilidade da asa da borboleta que voa colorindo o ar e do sol que lhe tosta a asa, do passarinho que voa, do orvalho que cai da nuvem que dança, do ar que fecunda a terra, do vento que poetiza as folhas tornando-as dançarinas, das flores (todas elas) que perfumam o tempo tornando- o eterno como um poema.

Lápis de cor sobre papel a "Orquídea Azul" de Raimundo Carvalho Portanto, não sinto medo de Deus. Sinto-o pulsar em mim mesmo como a extensão de mim que está no outro que também pulsa num ritmo humano muito bonito. Deus não está lá longe, está no outro: na mulher, no negro, na criança, o favelado, no prisioneiro, na prostituta, na criança, no velhinho, no amigo, no cara que lhe traiu, no político safado, no vagabundo, no pai de santo... DEUS está no ser humano. E isso não depende de você. ELE está. Ele É. Então não adiantam rezas, orações, promessas, caridades, falatórios, cultos, caminhadas, palavras, ações sem o amor ao outro.

O artista Raimundo Carvalho no seu Jardim Encantado Raimundo Carvalho (Teofilândia/Ba). Raimundo sou sim seu amigo na ARTE e na VIDA e lhe agradeço muito por esta oportunidade!!!! J. Velloso Luzia Moraes Ofá Produções 71 8816 4560
Escrito por J.Velloso às 16h50
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